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Médica Sarah Angélica: força feminina na medicina marca atuação da emergência à saúde mental
A presença feminina na medicina tem avançado também em áreas de alta pressão, como a emergência e a terapia intensiva, onde decisões precisam ser tomadas em segundos. Nesse cenário, a atuação exige não apenas preparo técnico, mas firmeza emocional e capacidade de condução em situações críticas.
Um episódio recente ilustra essa realidade. Durante um voo internacional, a médica Sarah Angélica foi chamada para atender um passageiro em estado grave. Fora do ambiente hospitalar e com recursos limitados, assumiu o atendimento e conduziu a estabilização do quadro até a chegada ao destino.
“Ser médica não é algo que se pausa. A responsabilidade acompanha em qualquer lugar”, afirma.

Foto/ Reprodução: Acervo Pessoal
A situação evidencia uma característica construída ao longo da sua atuação. Plantonista nos hospitais Dantas Bião e Hospital de Alagoinhas, na Bahia, e com passagem pela Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, a médica atua diariamente em contextos onde precisão e controle fazem diferença direta no desfecho dos pacientes.
Para ela, a medicina também carrega um significado que ultrapassa a técnica. “A medicina é um chamado de Deus. Existe um senso de missão em cada vida que passa pelas minhas mãos”, destaca.
Formada pela Facultad Abierta Interamericana, na Argentina, onde viveu por nove anos, teve seu diploma revalidado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A médica construiu sua formação com pós-graduação em Doenças Tropicais e especializações em Medicina Intensiva. Ao longo desse período, também participou de congressos e apresentou estudos, com foco em Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Em 2023, foi aprovada no MIR, na Espanha, para residência médica pela Universidad Complutense de Madrid. No entanto, diante da doença do pai, optou por permanecer no Brasil e acompanhá-lo durante o tratamento, até seu falecimento em 2024. “Foi uma escolha difícil, mas necessária. O cuidado também envolve estar presente”, relata.

Foto/ Reprodução: Acervo Pessoal
A experiência trouxe uma mudança na forma de conduzir a prática médica. Nos últimos meses, a profissional iniciou uma Pós-graduação em Psiquiatria pelo Hospital Israelita Albert Einstein e se prepara para abrir seu consultório, com foco em saúde mental.
“O paciente não chega apenas com um sintoma. Existe um contexto emocional que precisa ser considerado”, afirma.
Ao longo da carreira, a médica acumulou reconhecimentos e homenagens, incluindo o Diploma de Citação Elogiosa concedido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB) e uma homenagem da Ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.
“Os prêmios são importantes, mas o que realmente importa são as vidas preservadas ao longo do caminho. São histórias que ficam com a gente”, pontua.
Fora do ambiente hospitalar, encontra na corrida uma forma de manter o equilíbrio diante da rotina intensa. “A corrida é onde consigo organizar meus pensamentos e cuidar da minha saúde mental, mesmo em meio à rotina exigente”, diz.
Além da medicina, também atua como modelo pela agência Home Model Salvador, conciliando diferentes áreas da vida profissional. “A modelagem é uma forma de expressão, mas também exige disciplina e presença, assim como a medicina”, comenta.

Foto/ Reprodução: Acervo Pessoal
Em um ambiente exigente como a medicina, sua atuação também evidencia a presença feminina em espaços de alta responsabilidade. Entre decisões difíceis, rotina intensa e recomeços pessoais, constrói uma prática baseada em firmeza e responsabilidade.
“A mulher na medicina sustenta decisões importantes sem perder a capacidade de acolher. Esse equilíbrio faz diferença no cuidado”, afirma.
Ao direcionar sua atuação para a saúde mental, a Dra. Sarah Angélica reúne a experiência da emergência com uma prática baseada em escuta e responsabilidade. Sua trajetória inclui decisões difíceis, atuação sob pressão e a construção de um cuidado que considera não apenas o diagnóstico, mas também o que o paciente expressa além dele.
“Hoje, entendo que cuidar não é apenas intervir no momento crítico. É escutar, acompanhar e estar presente de forma completa na vida do paciente”, conclui Dra.Sarah Angélica.
Para saber mais siga-a nas redes sociais: @drasarahdantas
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